1990 / 1991 - Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos
1990 - Vice Campeão Brasileiro de Marcas e Pilotos
A Copa Shell de Marcas e Pilotos abriu a temporada no princípio de maio, no autódromo de Interlagos, com Toninho/Gunnar partindo com tudo em busca do bi-campeonato. A dupla brigou por cada metro de pista e acabaram vencidos na soma das duas baterias, seguidos de Matheis/Ricardo Cosac. O esforço de Matheis na primeira bateria acabou em vão. Ele entregou o carro a seu companheiro para os 45 minutos finais da prova, mas o piloto carioca sofreu forte pressão do catarinense Gunnar Wollmer, perdendo a liderança ainda na primeira volta. A segunda etapa foi disputada em Cascavel, os vencedores foram os gaúchos Luis Castro/Valdir Buneder pilotando um voyage. Em segundo ficou Matheis/Cosac e em Terceira Toninho/Gunnar. Com este resultado, Toninho passou para segundo lugar no campeonato com 26 pontos, atras de Matheis que ficou com 30 pontos. Em Curitiba, na terceira etapa, uma surpresa, a pole de Ingo/Greco com um Ford Escort; dividindo a primeira fila com Toninho/Gunnar. Largando na primeira fila, Toninho/Gunnar partiram para mais uma vitória. Venceram as duas baterias, seguidos de Ingo/Greco. Andreas/Cosac abandonaram a prova. Toninho/Gunnar voltaram a liderança com 48 pontos, seguidos de Matheis/Cosac com 30 pontos. Na quarta etapa no Rio de Janeiro, Jacarepaguá, o voyage da dupla Toninho/Gunnar foi prejudicada pelo desgaste dos pneus. Eles terminaram em sexto lugar, mas ainda estavam na liderança. Toninho que largara em oitavo, terminou a bateria em quarto lugar. Na segunda bateria, aconteceu um grave acidente com o carro de Fábio Bertolucci. A prova foi interrompida por quarenta minutos, e antes da largada, Gunnar, já no volante do carro da Tesa/Juvena, foi para os boxes trocar os pneus já muito desgastados e teve que sair na última posição. Matheis/Cosac venceram a corrida. Liderando o torneiro com 52 pontos, Toninho/Gunnar foram para Tarumã para tentar manter a atual posição. Logo atras deles vinha a dupla Matheis/Cosac com apenas dois pontos de diferença. Mas Toninho, que havia treinado em Tarumã na semana anterior a corrida, estava preocupado com a dupla da terra, Valdir Buneder/Luis Castro. Toninho/Gunnar optaram por fazer uma corrida de paciencia, pois sabiam que na metade do campeonato, todos os pilotos se arriscariam a melhores resultados para tentarem o título no final. A pole ficou nas mãos de Toninho, seguido de Matheis/Cosac, Girotto/Judice, Serra/Travaglini. Toninho/Gunnar acabaram com o favoritismo dos gaúchos e venceram a prova. Com esta vitória, a dupla do voyage Tesa/Juvena, ampliou a liderança na competição com 62 pontos, 12 a mais que o Segundo lugar, Maheis/Cosac que terminou a corrida em quarto lugar. Toninho/Gunnar estavam num dia inspirados. Toninho fez a pole e a melhor a volta e abriu uma grande vantagem sobre os demais concorrentes. Ele cruzou a linha de chegada em primeiro colocando seis segundos sobre Matheis e dez segundos de Ingo Hoffman. Ainda nesta primeira bateria, um violento acidente envolvendo o mineiro Clemente Faria. Para a segunda bateria, Vollmer liderou por cinco voltas e foi ultrapassado por Luis de Castro e Valdo Quadrado, com isto ele passou a fazer uma corrida inteligente, mantendo o carro perto dos ponteiros e não deixando Cosac se proximar. Seu terceiro lugar garantiu mais uma vitória para a dupla. A sexta etapa seria também em Tarumã. Toninho novamente fez a pole, porém não foi o sufiente para repetir o resultado da etapa anterior. A primeira bateria foi vencido por Matheis a 1seg. 136 a frente de Toninho. Na segunda, Gunnar foi ultrapassado por Chico Serra e Buneder, ficando Gunnar em terceiro. Na soma das baterias , Matheis/Cosac ficaram nove décimos a frente de Toninho/Gunnar. Apesar do resultado desta corrida, Toninho continuava confiante, e reconheceu que ficou mais apertada a disputa pelo título. Faltavam apenas três etapas, duas em Interlagos, pista que beneficiaria a Toninho. Já os cariocas deveriam vencer em Jacarepaguá. A sétima etapa do campeonato, em Interlagos, foi uma prova muito equilibrada. Na soma das duas baterias, a primeira posição ficou com Serra/Travaglini, que conquistaram sua primeira vitória na temporada com um Fiat Uno, seguidos de Matheis/Cosac e Toninho/Gunnar. A liderança na classificação geral permaneceu com Toninho/Gunnar, mas agora com apenas 4 pontos de vantagem para os vice-líderes. Para Toninho quem estivesse com o carro melhor iria vencer as duas últimas provas e ficar com o título. "Creio que este campeoanto foi o mais disputado e o mais difícil dos últimos anos da categoria." Matheis acreditava que a disputa iria continuar ao longo de toda a competição. A oitava etapa do campeonato, disputada no circuito de Jacarepaguá, teve a pole de Matheis e a vitória desta dupla. O resultado colocou os cariocas na liderança do Brasileiro com quatro pontos a frente de Toninho/Gunnar. Os então vice-líderes, ficaram com a terceira colocação na prova. O segundo lugar foi de Ingo/Greco. O título ficou para ser decidido na última prova em Interlagos. Classificação do Campeonato; 1- Matheis/Cosac- 115 pontos; 2- Toninho/Gunnar -111 pontos; 3- Hoffman/Greco -77 pontos; 4 -Luis de Cstro/Buneder -60 pontos; 5- Serra/Travaglini -47 pontos.
A última etapa em São Paulo, Interlagos, foi muito disputada em suas duas baterias e serviu para apagar a impressão de que a Copa Shell estava em franca decadência. A vitória da prova foi da dupla Paulo gomes/Fábio souto Maior e o campeonato acabou nas mãos de Matheis /Cosac, e foi, como nas nove provas, disputadíssima. O resultado do campeoanato comprova isso: as duas duplas campeã e vice contavam vom pilotos-empresários, que não hesitaram um segundo em investir na melhoria do equipamento quando isto se fez necessário. E como em automobilismo ainda não inventaram receita melhor para a vitória do que investir, pesquisar e testar. Foram estas a receita usada pelos campeões.
1991 - Campeonato Brasileiro - Copa Shell de Marcas e Pilotos Toninho da Matta e Gunnar Vollmer, começaram os treinamentos para o Campeonato, em fevereiro, em busca de bons resulted. Isto porque no ano passado eles perderam o campeonato na última etapa, por causa de defeitos técnicos, principalmente na suspensão. A primeira etapa foi realizada em Tarumã no dia 15 de abril. Toninho/Gunnar largaram na pole position, com um tempo quase um Segundo melhor que o Segundo colocado. Na primeira bateria Toninho pulou na frente travando depois uma disputa acirradissima com Girotto e Buneder. Poucas voltas mais tarde a disputa passou a ser entre Toninho, Neco Torres e Girotto. Neco passou a liderança e assim terminou a bateria: Neco, Toninho e Girotto. Na segunda bateria, os mesmos carros com pilotos diferentes, reiniciaram a disputa pela liderança. Logo a liderança era de Jorge Freitas seguido de Castrinho, Paulo Gomes, Gunnar, Paulo Júdice, Silvio Grema e Ingo Hoffmann. Castrinho venceu a prova mas foi declassificado, a vitória, depois da soma das baterias ficou com Jorge Freitas/Neco Torres, em segundo Paulo Gomes/Girotto e terceiro Toninho/Gunnar. A segunda etapa do campeonato foi disputada em Brasília, reeditando com brilho e perfeição o sucesso da categoria. Os duelos, extremamente competitivos, refletiam o que estava acontecendo nesta categoria. Desta vez, os vencidores foram: Paulo Gome/Girotto que assumiram a liderança do campeonato. Depois da classificação dois temas geraram polêmica nos boxes: primeiro a desclassificação do carro pole position de Ananias/Justino, que estava seis quilos abaixo do permitido. O outro foi o rendimento dos pneus oferecidos pela Firestone. A denúncia partiu de Gunnar: “Os pneus apresentam diferenças de rendimento que variam de semana a semana. Apesar da carta da Firestone demented, os cronômetros não mentem e os tempos sempre são diferentes. Desta maneira fica impossível acertar a suspensão.” Toninho da Matta “estes pneus tem um padrão de segurança que funciona para carros de rua, mas na competição ele se mostra excessivamente amplo. Esta variação de padrão deveria ser reduzido a cinco por cento do que é hoje.” A corrida foi disputada apesar de todos estarem contra os pneus fornecidos pela Firestone. Na largada Girotto assumiu a ponta seguido de Ribas e Greco. Em um Segundo pelotão vinham Toninho, Amadeu, Matheis, Negrão e Justino. Algumas voltas depois, grandes mudanças aconteciam nas primeiras posições, Greco abandonava, Toninho passou a líderar, seguido de Ananias e Amadeu. Ananias passa Toninho que travam um belo duelo seguido de Girotto. Os pneus foram responsavéis por uma escorregada de Toninho que passa a ocupar a terceira posição. A segunda bateria foi disputada por Paulo Gomes e Chico Serra, que tentavam de tudo para passar Justino que largara na ponta. A bateria terminou com Paulão em primeiro, segundo Serra e Benevides em terceiro. Na Terceira etapa em Cascavel, a temporada apresentava uma disputa acirradíssima pelos primeiros lugares: em três provas, foram três campeoes, haviam duas duplas empatadas na liderança e outras quatro separada com menos de dez pontos. Na corrida a primeira bateria foi liderada por Toninho até a última volta quando foi ultrapassado por Guga. Os dois ultrapassaram a linha de chegada separados por ínfimos 75 centésimos de segundos. Em Terceira ficou Giombelli/Gomide, seguidos por Rogério dos Santos e Mattheis. Na segunda bateira, Sílvio Crema, não aproveitou bem a pole perdendo a ponta para Gunnar. Logo Crema se recuperou e abriu uma vantagem sobre Gunnar, garantindo a vitória. Gunnar correu tranquilo em segundo, e o destaque da bateria foi para Paulão que fez uma prova de recuperação, largou em ultimo e chegou em terceiro. O campeonato ficou empatado com Toninho/Gunna e Paulão/Girotto em primeiro lugar com 35 pontos, Mattheis/Judice com 33 pontos, Ribas/Crema com 30 pontos e Neco Torres/Jorge Freitas com 26 pontos. A quarta etapa foi disputada no Rio de Janeiro e vencida por uma dupla carioca: Guga/Crema. No sabado, após os treinos oficiais, quando ficou com o Segundo tempo atras de Toninho/Gunnar, Guga não parecia estar preocupado, pois sua calma estava apoiada numa dificuldade que Toninho sempre teve - e nunca escondedeu de ninguém - acertar seu voyage para o circuito carioca. Toninho usou bem sua pole e foi para a frente, mas logo seria ultrapassado por Guga que aos poucos assumiu uma diferença confortável sobre Toninho e passou a administrar a corrida. Mattheis foi o Terceira. Na segunda bateria Crema pulou na frente abriu o suficiente para ficar tranquilo deixando a briga pelo Segundo lugar com Júdice, Greco, Hoffmann, Paulão e Gunnar. A bateria teminou com Crema, Ingo Hoffmann, Gunnar Vomer, Aroldo Bauermann, Paulão e Judice. O campeonata ficou com duas duplas em primeiro lugar: Toninho/Gunnar; Guga Ribas/Sílvio Crema com 50 pontos, seguidos de Andreas Mattheis/Paulo Judice; Paulo Gomes/Cláudio Girotto com 45 pontos. A sexta etapa foi mais uma vitória de Guga/Crema que passaram a liderar sozinhos o campeonato. O segundo lugar na segunda bateria, no Autódromo Internacional de Goiânia, manteve Toninho/Gunnar com boas chances de disputar o título da temporada. A dupla estava em segundo lugar com 65 pontos atrás de Guga/Crema que somavam 70 pontos; Mattheis/Judice ficaram com 63 pontos. Toninho/Gunnar acabaram em Segundo lugar na bateria que foi vencido por Fábio Sotto Mayor, a primeira bateria foi vencido por Justino, com Guga em segundo e Toninho em terceiro. A sétima etapa, disputada em Curitiba, a vitória ficou com Hoffmann/Negrão seguidos de Paulão/ Girotto. Toninho esteve perto da vitória, largando na pole, manteve a liderança até praticamente o final, quando caiu de uma só vez para a terceira posição. Girotto foi o vencido. Paulo Gomes saiu na frente na segunda bateria. Mas logo perdeu a ponta para Hoffmann. Mesmo chegando na sexta posição, após as dua baterias, Guga/Crema mantiveram a liderança com 76 pontos, a um ponto apenas de vantagem sobre Gunnar/Toninho que somaram 75 pontos, seguidos de Paulão/Girotto com 72. O Campeonato chegou a última prova da temporada, em Interlagos, com emoções em dose tripla, pois três duplas chegaram quase empatados a oitava etapa da Copa Shell. A atenção de todos estava concentrada em Guga/Crema, Toninho/Gunnar e Paulão/Girotto, que eram apontados como principais candidatos a vitória. Nos treinos oficiais que definer o grid de largada da prova, Toninho/Gunnar levou a maior vantagem sobre os adversários. Numa volta fantástica no final da sessão, o represent ante mineiro da dupla garantiu a marca de 1m43s573. Na largada da primeira bateria Toninho aproveitou sua posição e manteve o primeiro lugar seguido de Chico Serra, Xandy, Amadeu, Girotto e Guga. Toninho foi se distanciando dos adversários e Girotto ia ganhando posição a cada volta. Toninho ja havia colocado uma distancia de 3 segundos para o seu mais próximo perseguidor quando na curva do Pinhirinho, seu pé escapoliu do pedal da embreagem, rodou na pista e acabou caindo para quarto lugar. O piloto ainda conseguiu ultrapassar a Chico Serra, ficando em terceiro lugar, atras de Xandy e Girotto. Entre os pilotos que formavam o pelotão da frente, Hoffmann foi o que recebeu o carro de seu companheiro em melhor estado, pois Xandy apenas acompanhou os líderes. Girotto havia exigido demais do seu carro, Toninho entregou o carro a Gunnar com os pneus desgastados devido a rodada, Guga por sua vez deixou para Crema um carro que havia apresentado um curto circuito embaixo do painel. Dada a largada Hoffmann aproveitou a sua experiência e do melhor equipamento que dispunha em relação aos outros pilotos e tratou de pular na frente. Justino veio em Segundo seguido de Paulão, Travaglini, Chanovsky e Gunnar. Crema errou a marcha na largada e fez uma corrida de recuperação, chegou a encostar no seu principal concorente no campeonato, Gunnar. Na frente Ingo não encontrou dificuldade de vencer, seguido de Laércio Justino, Paulão e Travaglini. Na soma das baterias, Ingo/Xandy ficaram em primeiro, com Paulão/Girotto em Segundo, Serra/Travaglini em Terceira e Toninho/Gunnar em quarto. A dupla Paulo Gomes/Claudio Girotto com 92 pontos tornaram-se campeões do Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos; os vice foram Guga Ribas/Sílvio Crema com 76 pontos seguidos de Toninho da Matta/Gunnar Volmer com 75 pontos; Andreas Mattheis/Paulo Júdice com 73 pontos.