1989 / 1990 / 1991 - Campeão do Torneio Rio-Minas de Grupo N
Realmente a falta de um autódromo em Minas Gerais não impediu que os mineiros demonstrassem, em outras pistas, que o estado é um celeiro de talentos natos. Toninho da Matta é um deles e despertou em vários outros a vontade de correr também. Um desses pilotos que resolveu seguir Toninho era Eduardo Cunha, que vinha do rally. Convidou Toninho para participar com ele do torneio Rio-Minas de grupo N, sempre realizados no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Eles corriam em um voyage patrocinado pela Locacity/Socorro Lafayette. Na época, todos acreditavam que se Cunha tivesse sucesso , o responsável era Toninho da Matta, mais experiente e veterano nas pistas. Toninho realmente tinha sido contratado para ajudar a equipe e, também , servir como instrutor para Cunha em seu início de carreira. Cunha se monstrou um bom aluno e dono de uma técnica e habilidade bastante apuradas. O piloto venceu algumas baterias que acabaram contribuindo em muito para o título antecipado do campeonato por Toninho, Cunha foi vice. Em 1990, Toninho foi contratado pela equipe Motorauto, para disputar o mesmo campeonato com um chevette. O grande rival passou a ser o aluno Cunha, e depois de várias quebras do chevette, o campeonato ficou com Cunha, Toninho foi vice.
Em 1991, com a vitória na oitava etapa da Copa Techcon, Toninho foi campeão por antecipação. A arrancada para o segundo título do Torneio Rio-Minas, começou nos treinos. Foi o primeiro título conseguido por um chevette num torneiro de marcas, suplantando pela primeira vez a tradicional Volkswagen, que predominava nas pistas brasileiras. Aliás, foi Toninho também que deu o primeiro título a Fiat. Quando a Motorauto/Banco Rural colocou o carro nas pistas, no ano de 1990, ninguém acreditava em bons resultados, mas o trabalho e desenvolvimento foi bastante acelerado, primeiro pelo preparador Gilberto Naumes, de Santa Catarina, depois com o gaúcho Sérgio “Manivela” Artiolli. O maior problema, as quebras que se sucederam em 1990, foram superados em 91 com Toninho chegando sempre nas duas primeiras colocações, fato que só não aconteceu em uma prova, quando seu carro foi batido. Com a sucessão de vitórias, o chevette foi protestado oficialmente por duas vezes. Feita a verificação pela comissão técnica, nada de anormal foi encontrado, o carro estava dentro do regulamento, um fato comemorado pela equipe e por Toninho: “Com estes resultados , além de campeões, fomos também distinguidos com um atestado de honestidade, que comprova a nossa lisura e acaba de vez com qualquer dúvida. De resto, quem conhece a mim e a minha equipe, sabe que em momento algum, fugimos do regulamento. O que o chevette tem, é uma preparação exceptional, dando-me condição de mostrar o que sei.” O maior mérito de Toninho foi contribuir para o desenvolvimento do carro, e saber sempre conduzi-lo no limite, acabando definitivamente com o fantasma dos problemas mecânicos. O preparador “Manivela”, após conseguir o máximo de potência do motor, preparou bem a carburação, e num lance final, ainda obteve potência adicional de 3 cavalos, projetando um escapamento especial. Foi o bastante para chegar ao título. Mesmo perdendo no princípio do ano seu preparador de chassis, Marcelo Indy, que foi para a equipe HG/Castanheira/Techcon, de José Junqueira, Toninho recompôs a sua equipe, orientando o trabalho do mecânico Carlinhos e dos auxiliares Cunha e Cirão. A equipe, embora reduzida, sempre trabalhou de maneira homogênea e foi um dos fatores preponderantes para a conquista do campeonato.
A vitória de Toninho em Jacarepaguá coroou outra façanha mineira nas pistas cariocas: na categoria Novatos, Hueber Cimini Júnior, com um voyage da equipe HG/Castanheira/Techcon, também sagrou-se campeão por antecipação, confirmando a egemonia mineira, apesar de não possuir autódromo.