1983 - Toninho foi Campeão Brasileiro de Marcas e Pilotos com um Fiat 147 , Campeão Brasileiro de Hot Cars com um passat e Primeiro do Ranking Auto Esporte pela segunda vez.
Toninho da Matta em parceria com Marinelli e Jorge Freitas (a partir da segunda etapa), levou a Fiat ao título de Campeão Brasileiro de Marcas. Jorge Freitas ficou em segundo lugar no campeonato,e em terceiro ficou Luiz Paternostro e Xandy Negrão.
O Fiat147 foi o primeiro modelo usado no Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos. Neste campeonato a Fiat enfrentou uma grande concorrência das três outras montadoras nacionais; VW, Ford e GM. A Fiat dominou o campeonato, obtendo quatro vitórias contra duas da VW. Foi um campeonato com mais briga fora do que detro das pistas. Tudo por causa de um regulamento que mudava a cada etapa, sempre com o protesto dos perdedores.
6 Horas de Tarumã - 16 de outubro
Uma corrida cheia de dúvidas e desorganização foi o que se viu em Tarumã. O resultado oficial so foi divulgado no dia seguinte e não convenceu a ninguém. Depois de reclamações vindas de todas as equipes, o mapa foi refeito, e o resultado todo modificado. Inexplicavelmente, porém, o resultado mantinha Cláudio Giroto/Marinelli com o primeiro lugar, mas eles próprios admitiram que os legítimos vencedores era a dupla Toninho da Matta/Jorge Freitas. A revisão do mapa da corrida alterou também a classificação do chevette de Antenor/Arlei Rezende de quarto para décimo; o Fiat Oggi de Coelho/A. João subiu de quinto para quarto; o Fiat de Hoerlle/Fornari de sétimo para quinto; o Voyage de Chichola/Dimas de décimo primeiro para sétimo e o Fiat de Vitor Castro/Quadrado de décimo sexto para nono. Dessa forma, quando foram para a última etapa, as maiores chances recaíam sobre Toninho da Matta. Ele só deixaria de conquistar o título se Chichola/Dimas ou Hoerlle/Fornari vencessem a prova e ele não finalizasse entre os dez primeiros.
1000 Kms de Brasília Resultado: 1 Aroldo Bauermann/Renato Conill - Voyage; 2 Dimas Pimenta/Egídio Micci - Voyage; 3 Paulo Sarmento/Paulo Boucault/Paulo Mafra - Passat; 4 Luis Paternostro/A. Negrão - Fiat; 5 Clemente Faria/José Junqueira/Vinicius Pimentel - Passat.
Os gaúchos venceram a corrida, e a fábrica da Fiat perdeu a primeira vez desde o início do campeonato e foi a quarta vez que o regulamento foi modificado. A dupla paulista Egídio Micci/Dimas de Mello Pimenta, com o voyage da equipe Dimep, liderou 110 das 183 voltas, só perdeu a liderança e a vitória quando parou para o último reabastecimento. Toninho abandonou a prova com quebra do motor, mas continuava na liderança do campeonato, que continuava em meio a reclamações disparadas de todos os lados. Nesta etapa foi a vez da Fiat, que reclamou da fácil vitória dos Voyages. Todo este clima podia ser explicado pelo fato de que, afinal, no campeonato Brasileiro de Marcas estava em jogo muito mais que um título de campeão. Tratava-se da única categoria em que as fábricas colocavam seus produtos em confronto diante dos olhos do público consumidor.
12 Horas de Goiânia
Resultado: 1 Paulo Hoerle/A. Miguel Fornari/Carlos Petry - Fiat; 2 José David/Roberto Savio - Fiat; 3 Dimas Pimenta/Egídio Micci - Voyage; 4 Toninho da Matta/Jorge Freitas - Fiat; 5 Aroldo Bauermann/Renato Conill - Voyage.
12 horas do Rio - Autódromo de Jacarepaguá
Resultado: 1 Toninho da Matta/Jorge Freitas - Fiat; 2 Bandeira de Mello/Vinicius Pimentel/Junqueira - Fiat; 3 Guaraná Menezes/Walter Travagline - Voyage; 4 Paulo Hoerle/A. Miguel Fornari/Carlos Petry - Fiat; 5 Gastão Weigert/Saul Caus - Chevette. Esta etapa vencida por Toninho/Freitas foi mais uma bagunça da FBA. As alteações no regulamento diminuíram as doferenças, mas tanto no treino como na corrida, os carros mais rápidos foram os Fiats com a pole caindo no colo de Negrão/Paternostro, vindo em seguida Soldan/Egon, Toninho/Freitas, Junqueira/Pimentel/Mello. Em sétimo lugar surgia a VW com seu melhor classificado, um Voyage, da dupla Guaraná/Travaglini. No final a vitória foi de Toninho/Freitas. De qualquer maneira, há que se louvar o desenpenho da equipe Sada, totalmente inexperiente em termos de automobilismo e provas longas, que conseguiu dominar mais esta etapa do Brasileiro de Marcas. Fizeram uma excelente dobradinha com os dois carros rodando o mesmo número de voltas, oito pneus trocados em cada um dos carros e pouquíssimos problemas. Uma digna performance para uma prova de 12 horas de duração.
6 Horas de Interlagos
Resultado: 1 Luis Paternostro/A. Negrão - Fiat; 2 Murilo Piloto/Paulo Gomes - Fiat; 3 José David/Roberto Sávio - Fiat; 4 Toninho da Matta/Jorge Freitas - Fiat; 5 Aloysio Andrade/Cyro Aliperti - Corcel.
1984 - Campeão por equipe no Brasileiro de Marcas e Pilotos
O que o público pôde apreciar na primeira etapa do Campeonatao Brasileiro de Marcas e Pilotos, Seis Horas de Interlagos, foi um tremendo pega entre quatro marcas de automóveis - Ford, Fiat, Volksxagen e GM. Prevista inicialmente para serem seis horas, durou apenas duas. Tudo começou com o atropelamento do Diretor de Provas, excesso de gente nos boxes, confusão, muita confusão; terminando por obrigar pilotos e dirigentes a concordarem que não havia mais condições de segurança, para que a mesma continuasse. O espetáculo foi sensacional enquanto durou. Largaram 68 carros, dos 72 inscritos, de potências equivalentes que andavam em grupos, assim começou uma sequência de disputas acirradas, com totós, empurrões, rodadas, batidas que deixaram o público empolgado. Quando os carros começaram a parar para reabastecer, o fiat Oggi de Chico Serra/Wilsinho Fittipaldi, que vinha em terceiro lugar, assumiu a ponta e foi beneficiado com a interrupção da prova. A prova terminou na trigésima primeira volta, não tendo sido disputado, como era previsto no regulamento, dois terços da prova para que fossem contados os pontos. Resultado; Chico Serra/Wilson Fittipaldi; Segundo Junqueira/Clemente; terceiro J. Figueiredo/Negrão; quarto Mateus/Todi; quinto M. Troncon/Júlio Caio; sexto Edgar de Melo Filho/ Luiz Ferreira; sétimo Toninho da Mata/L. Paternostro.
Nos 500 Kms de Brasília, mais importante que o resultado da etapa do campeonato, era a certeza de que o certame de marcas já se encontrava irremediavelmente sem futuro. Os treinos foram dominados amplamente pelos voyage de Toninho/Pater, Chichola/Judice; Balbi/Rocha e Jayminho/Xandy. Desde as primeiras voltas a liderança estava com Xandy e Pater. O grande problema dos voyages era o consumo, eles tinham que reabastecer duas vezes enquanto os outros so uma. O vencedor foi Jayme/Xandy seguido de Toninho/Pater. Pater dizia que o único problema que tiveram foi o furo de um pneu, que os obrigou a entrar mais uma vez nos boxes. O Toninho foi obrigado a andar mais forte para recuperar terreno. O terceiro lugar estava com a dupla Ingo/Marcos Gracia. Os rumores de que os Voyages vencodores estavam fora do regulamento, foi confirmado e o primeiro lugar ficou com o chevette de Ingo/Gracia. As lições das duas primeiras etapas foram bem aproveitadas. Nas 12 Horas de Goiânia, não houve qualquer problema e a corrida foi vencido por Jayme Fiqueiredo/Xandy. Na pista, pouco buchicho e muita competição, como convém a um espetáculo desta envergadura. Depois da desclassificação em Brasília, os pilotos Jayme/Xandy, Toninho/Pater, Fausto Dabbur e Jan Balder treinavam e corriam, absolvidos que foram pelos tribunais competentes. A corrida foi vencida pela dupla que havia vencido e sido declassificada em Brasília, seguida do Oggi de Paulo Gomes/Fábio Souto Mayor, do voyage de Josué Pimenta/Cláudio Girotto e Toninho da Matta/Paternostro. Foi uma festa da Volkswagen e os dez carros que chegaram na frente, vistoriados após o evento, não apresentaram qualquer irregularidade.A VW terminou a temporada de forma consagradora e venceu o Campeonato de Marcas até com facilidade. Entre os pilotos, os melhores foram Jayme/Xandy.
Na quinta etapa, as 12 Horas de Guaporé, nos treinos, os nove primeiros colocados conseguiram marcas dentro do mesmo segundo, sendo o voyage de Toninho/Pater o mais rápido nas duas sesões de treino. Mas na corrida eles não conseguiram de novo um bom resultado.
Nas 12 Horas do Rio de Janeiro, penúltima etapa do campeonato, a definição do título era uma simples questão matemática. Depois de uma corrida absolutamente perfeita e, mais importante, sem os problemas mecânicos que os impediram de conquistar sequer uma minguada vitória ao longo da temporada, o Voyage da dupla Toninho/Pater liderava com total desenvoltura. Para ficar com o título, Jayme/Xandy contaram também com a sorte: a dupla Balbi/Toni Rocha, que disputava o título, teve de abandonar a corrida quando ocupavam a segunda posição. Jayme/Xandy ficaram em Segundo, o que não lhes garantia o título. Eles precisavam do primeiro. Nada difícil, pois os primeiros eram seus colegas de equipe, uma ordem do boxe e Toninho teve que dar passagem e se irrita. Era líder e ia ganhar.
Choveu muito em São Paulo e só os mais fanáticos acompanharam a largada. Josué Pimenta/Claudio Girotto, voyage, largaram na pole seguidos de Ingo/Marcos Gracia, chevette. Debaixo de chuva foi dada a largada, Gracia entra nos boxes em protesto e fica sem correr. Chichola foi o primeiro a liderar a prova, depois Girotto. A vitóri a ficou com Leonel/Friedrich, seguido de Aluísio Andrade/Ciro Aliperti e em Terceiro lugar Junqueira/Clemente/Vinícius Pimentel.
12 Horas de Interlagos - 12 de novembro Com o campeonato de marcas antecipadamente definido em favor da Fiat o Campeonato de Pilotos precisou esperar pela última etapa para conhecer o nome do campeão. Foi uma prova equilibrada: seis carros teminaram na mesma volta e ninguém reclamou. Mesmo sem chegar entre os dez primeiros, Toninho da Matta garantiu o título. Ele estava visivelmente emocionado e feliz. “É muito diferente da Hot-Cars (onde era o virtual campeão), porque todas as etapas são constituídas de provas de desgaste. Além disso, trata-se do primeiro Campeonato de Marcas e Pilotos”. Embora originando uma série de polêmicas, o certame monstrou-se lentamente viável para o campeão: “Todos sabem que esta era uma experiência, e no saldo final, deixou mais acertos do que enganos. Muita gente questionava que a Fiat estava melhor, mas nunca fomos realmente superiores. As outras é que começaram mal. Quando o regulamento voltou a ser praticamente o mesmo da primeira etapa, a Fiat nem chegou a liderar”. argumentou.
1985 - Participação no Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos e no Rallye Brasileiro de Velocidade.
A primeira prova do ano as 6 Horas de Interlagos vencido por Chichola/Paulo Judice, Toninho/Jorge Freitas ficaram na quinta posição. Em Jacarepaguá, nos 500 Km do Rio, a dupla não terminou a prova que foi vencido por Elio Seikel/Mattheis. Em Brasília, nos 500 Km de Brasília Armando Balbi/Tony Rocha foram os vitoriosos, Toninho/Jorge Freitas foram os segundo colocados. Nas 12 Horas de Goiania a vitória ficou nas mãos de Lian Duarte/Fábio Greco, em Segundo Luiz Rosenfeld/Waldir Florenzo, Balbi/Tony Rocha em terceiro e Toninho/Jorge Freitas em quarto lugar. Após quatro etapas disputadas, a liderança do campeonato estava com Chichola/Paulo Judice com 41 pontos; Luiz Rosenfeld/Waldir Florenzo em Segundo e Toninho da Matta/Jorge Freitas em Terceira. Faltavam ainda as provas: 6 Horas de Guaporé; 500km de Tarumã; 1000 km de Interlagos; 6 Horas do Rio e os 500km de Goiânia.
Este foi um ano de muita dificuldade para Toninho. Novamente uma maré ruim, entrou em uma equipe mal estruturada, e a Mad Maia, não fez nada para desenvolver os carros. Com o patrocínio da Dimep, bem que os pilotos tentaram, mas a equipe não tinha um carro a altura de disputar um campeonato que tinha os carros muito semelhantes.