Os compeonatos deste ano foram um sucesso de público e investimento. Em dezembro já se conheciam os campeões de cada categoria. Com a extinção do Campeonato de Passat, muitos pilotos aderiram a nova categoria: Hot Car. A primeira prova teve lugar em São Paulo no dia 15 de março de 1981. Nesta primeira prova 8 passats alinharam para a largada. O vencedor foi Amadeu Rodrigues seguido de João Franco e Edson Yoshikuma (estes dois de passat).
Toninho da Matta não participou desta primeira corrida, ele só entrou para a categoria na terceira etapa que foi disputada no dia 7 de junho de 1981. Aproveitando-se de sua experiência no acerto de passat, ele fez em Interlagos, uma corrida excepcional: largou em décimo e chegou em primeiro nas duas baterias. A rivalidade entre fuscas e passats era um dos inúmeros atrativos desta categoria, que apesar das grandes modificações mecânicas que o regulamento permitia, mostrava um enorme equilibrio entre os pilotos. Até mesmo nas quebras eles se igualavam: o primeiro colocado da primeira etapa quebrou nas duas seguintes, o vencedor da segunada quebrou na primeira e bateu na terceira, e o vencedor da terceira não havia ainda participado de nenhuma prova. Era ele o novo bicho-papão da categoria: Toninho da Matta, que depois de uma rápida passagem pela Stock Cars, resolveu disputar corridas com um carro mais familiar. Integrou-se a equipe de Egídio Micci que também veio do Passat. Junto com eles vários pilotos que corriam no Campeonato de Passat foram para a Hot Cars: Junqueira foi o primeiro seguido de Clemente Faria, e por último Jorge Freitas. Esta foi seguramente uma das mais movimentadas e interessantes que já se teve oportunidade de acompanhar. E foi nela que Toninho que andava com uma falta de sorte rara, voltou a reconciliar-se com a vitória. Toninho venceu graças a uma força de vontade e determinação incrível. Toninho largou com muita vontade de vencer, ganhando quatro posições antes da curva um. A partir daí passou a impor um rítmo impressionante de corrida, realizando belíssimas ultrapassagens. Clemente Faria foi ultrapassado por fora, na curva do sol, Egídio Micci na entrada do sargento, e Amadeu Rodrigues em plena reta dos boxes. Com duas voltas de corrida ele já era o Segundo colocado, atrás apenas do mineiro José Junqueira. Com meia volta mais Toninho alcançou-o imprimindo uma pressão insuportável sobre o seu conterrâneo. Na saída do sargento, estavam emparelhados, a preferência era de Junqueira na entrada do Laranja. O “s” e o Pinheirinho foram feitos com uma distância entre eles que não ultrapassava um metro, para emparelharem de novo na saída do Bico de Pato e no Mergulho. Começou aí o lance mais polêmico de toda a corrida: o acidente entre Toninho e Junqueira. Desceram todo o retão e completaram as curvas Três e Quatro, ambos seguiram para a Ferradura, com Junqueira por uma trajetória mais rente a parte interna, para evitar de ser ultrapassado. Mas na ânsia de frear muito próximo da curva, Junqueira acabou errando a tomada, dasgarrando para o lado externo. Foi o suficiente para Toninho enfiar o seu carro. O choque aconteceu na saída da curva, quando Toninho já tinha os olhos voltados para o ponto de saída, no extremo oposto da pista: a frente do carro de Junqueira tocou a traseira de Toninho, indo direto para o guard rail.
A corrida já era de Toninho que tinha neste campeonato o patrocínio da Refricentro/Sebosol. Comentário de um preparador depois da corrida: “Era só o que faltava. Depois de ganhar três campeonatos de passat, ele agora não vai deixar ninguém ganhar mais nada também aqua na Hot Cars.” A segunda bateria foi uma reprise da primeira. Toninho pediu que seus mecânicos levantassem um pouco a embreagem. Resultado: na largada a embreagem patinou e ele caiu para décimo lugar. Amadeus e Yoshicuma não tiveram muita sorte, foram batidos e não terminaram a prova. Em Segundo lugar chegou o companheiro de equipe de Toninho: Chichola. R. Mogames foi o quarto seguido de Clemente Faria em quinto. Sanchão era o preparador do carro de Toninho.
A quarta etapa foi disputada no Rio de Janeiro no dia 28 de junho de 1981. A pole foi de Toninho, ele ganhou fácil a primeira bateria, mas, na largada da segunda bateria seu carro apagou e ele não conseguiu faze-lo pegar de novo. Ele abriu a porta do carro para impedir a largada. Para quem está acostumado as corridas de automóveis fica fácil imaginar o que aconteceu depois desta atitude de Toninho. Depois de quase meia hora de confusão e reclamações Toninho foi penalizado e o colocaram na última posição de largada, quando o misterioso defeito já havia sido sanado. Toninho não reclamou, e teve que tomar o maior cuidado com o trânsito na largada. Foi ultrapassando todos os adversários até que chegou atrás de Jorge Freitas (que estava estreando na categoria), e ocupava o segundo lugar. Nesta posição ele foi informado pelo boxe de que ali ele já garantia o primeiro lugar na soma das baterias. O vencedor da bateria foi Yoshicuma. Toninho da Matta assumiu a liderança no campeonato. Na quinta etapa, mais uma vez monstrou que, até aquela hora, não tinha adversário na Hot Cars. Apesar de um vazamento de válvula no carro durante as duas baterias, ele conduziu seu carro com muita competência ao primeiro lugar. Amadeu foi o segundo, em terceiro José Junqueira e em quarto Vicente Correa. Toninho ainda fez a melhor volta e bateu o recorde da pista: 3m23,23s..
A sexta etapa do Campeonato de Hot Cars foi disputada no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Foi uma vitória arrazadora de Toninho da Matta, não apenas devido a diferença imposta, mas também por se tratar do seu quarto triunfo consecutivo na categoria. Na verdade, as razões da excelente performance dos carros da Refricentro/Sebosol não podiam ser atribuídos a um único item, mas englobavam todo um conjunto, tão a gosto do perfeccionismo de Toninho. Um perfeccionismo que o levou a desordem, depois que os mecânicos já haviam terminado a revisão final na tarde de sábado, um problema de válvulas em seu motor que lhe roubava cerca de dois décimos por volta, e que obrigou os mecânicos a virar a noite trabalhando no motor, mas sem a qual a vitória talvez não tivesse sido possível. Na largada da primeira bateria, Toninho largou na frente mas na entrada da Um recebeu uma batida na traseira que o fez derrapar violentamente, obrigando Lara Rezende que vinha colado em Toninho a frear para não bater nele. Foi por este acidente que ele dedicou-se a impor seu ritmo e rapidamente se distanciar dos demais, preocupando somente em poupar seu carro. Enquanto isto seu companheiro de equipe, Chichola, vinha ganhando posições até conquistar o segundo lugar, depois de alguma luta contra Junqueira. Na segunda bateria Toninho largou com a costumeira eficiência, assumindo a ponta com sua tocada rigorozamente impecável. Chichola vinha no vácuo em segundo e os dois se ajudando foram se distânciando do segundo pelotão. A briga pela terceira posição entre Junqueira, Yoshikuma e Lara Campos não os permitia se aproximar de Toninho e Chichola. Toninho deixou Chichola passar e ficou com o segundo lugar que lhe garantia o primeiro lugar na soma das baterias. Com três pontos extras (pela pole e a volta mais rápida) Toninho disparou na liderança do Campeonato; ficando com um total de 82 pontos contra 52 de Yoshicuma e 48 de Junqueira.
A história se repete em Interlagos na sétima etapa, Toninho venceu sua quinta corrida consecutiva, para total desespero de seus adversários. Alguns acreditavam que era o motor, outros suspensão. Outros diziam que eram os pilotos. Os mecânicos juravam que era apenas fruto de um exelente trabalho de equipe. Alguns até pensavam que podia ser sabotagem no regulamento. Mas a verdade é que enquanto discutiam a performance da equipe Refricentro/Sebosol, eles trabalhavam em silêncio e a dupla de pilotos se distanciava mais ainda na liderança. Os carros desta equipe partem do princípio que a simplicidade nas soluções mecânicas sempre funcionam melhor. Ao contrário dos outros pilotos, que alteravam bandejas da suspensão, limavam a recortavam a mesma, alteravam carter, usavam embreagem hidráulica e câmbio de cinco marchas, os carros de Toninho e Chichola quase não possuiam alterações se comparados com os outros. A suspensão que muitos achavam ser o ponto alto dos carros, era quase totalmente original, a parte de baixo era igual a um passat de rua, o cambio era o mesmo de rua so alterando a relação para cada tipo de pista. A supremacia de Toninho tinha sempre o olhar vigilante de Sanchão, que nesta corrida tinha a explicação para o ótimo desempenho do seu carro: “com o calor, o pessoal começou a aumentar os giglês dos carros, para elevar a injeção do alcool e melhorar a alimentação. Só que nós procuramos antes medir a umidade do ar. E não deu outra, o tempo estava seco, muito seco. E ai, fizemos o inverso, afinamos o motor. Foi só.” Na real, o que acontecia era que Toninho possuia, além de exepcionais qualidades como piloto, uma característica muito importante para quem quer ser bem sucedido no automobilismo: muita sorte. Imaginem que nesta corrida Toninho tinha sido o segundo colocado no grid de largada. Yoshicuma reclamou da cromometragem e foram constatados dois erros: um que procedia a reclamação, e outro, no tempo da melhor volta de Toninho, sem reclamar, acabou sendo presenteado com a pole, e Clemente que estava em primeiro foi para a terceira posição e Yoshicuma ficou com o segundo lugar. Resultado da duas bateiras: Toninho, 2 Micci, 3 Yoshicuma, 4 Vicente Correa, 5 Clemente.
A oitava etapa da Hot Cars foi disputada no autódromo Internacional de Brasília. Toninho era o pole seguido de seu companheiro de equipe: Chichola. Toninho largou na frente e já mantinha grande vantagem sobre os demais concorrentes, quando na oitava volta, um pneu, começou a prejudicar o rendimento do seu carro e ele foi ultrapassado na mesma volta por Junqueira e Yoshicuma. Toninho teve que entrar no boxe para troca do pneu e perdeu várias colocações ficando em oitavo lugar nesta bateria a 2m25s do primeiro colocado. A bateria foi vencida por Dimas seguido de Junqueira, Yoshicuma, Clemente e Amadeu. Sabendo ser impossível vencer a segunda bateria, ele largou com o intuito de fazer o melhor e se possível impedir a vitória de Yoshicuma. Tática planejada e cumprida a risca: dada a largada Toninho deu um bote na frente e terminou a primeira volta em quinto lugar, já a frente de Yoshicuma que não tinha feito uma boa largada. O líder era Dimas, seguido de Junqueira. Toninho já estava em terceiro lugar, sem se intrometer na briga dos dois ponteiros, e sem se preocupar com os que vinham atrás deles que estavam numa briga tremenda. Eram eles: Clemente Faria, Yoshicuma e Egídio Micci. Nesta briga, quem levou a pior foi Yoshicuma que foi batido por tras pelo Micci, danificando a suspensão do seu carro. Entre mortos e feridos sobraram Dimas em primeiro lugar e Toninho em segundo, com as quebras e desistências ocorridas, Toninho acabou ficando em quarto lugar na soma das baterias conquistando por antecipação, o titulo de Campeão Brasileiro de Hot Cars. Toninho conquistou assim o quarto campeonato consecutivo a bordo de um passat. Se o campeonato já estava decidido, ficou para São Paulo a decisão do vice que seria disputado entre Yoshicuma, Micci e Junqueira.
Vencedor do XI ranking Auto Esporte
Toninho da Matta fechou o ano de 1981 com chave de ouro, foi o vencedor do XI RANKING AUTO ESPORTE, uma vitória justa e tranqüila como o foi na pista. A vitória de Toninho ja era esperada por todos, mas o Segundo lugar conseguido por Olício dos Santos não deixou de ser uma surpresa. Olício foi o campeão do Torneio Corcel no Paraná e teve a seu favor o fato de sua categoria ter muito poucos concorrentes.
20 de dezembro de 1981 - XII Mil Milhas Brasileiras
Toninho da Matta foi o mais rápido nos treinos livres para as Mil Milhas Brasileiras. Depois dele, os pilotos mais rápidos foram três paulistas, pela ordem: Chico Serra, Ingo Hoffman e Wilson Fittipaldi. Desta vez não havia favoritos para esta Mil Milhas. Toninho foi pole com o tempo de 3m23s44, seguido de Affonso Giafone com o tempo de 3m27s78. Toninho iria fazer trinca com Egídio Micci e Aroldo Bauerman, e eles eram tidos como aqueles que tinham uma chance de ganhar a prova. No entanto, com quatro horas de corrida, logo após Toninho passar o carro para Chichola, a equipe foi obrigada a trocar pastilhas de freio; posteriormente a barra estabilizadora quebrou e, fianlmente o carro apresentou problemas de câmbio.
Chico Serra e Giaffone foram os grandes vencedores, com um Stock Cars Opala, seguidos de Dárcio dos Santos e Giú Ferreira também com um stock Cars, em Terceira ficou Alfredo Guaraná Menezes, Paulo Vallengo e Aldo Pugliese também de stock Cars. Toninho e seus companheiros ficaram em oitavo lugar.
1982 - Campeão - José Junqueira MG VW Passat 1600
A primeira corrida do ano foi em Interlagos, no dia 20 de março de 1982, e os três primeiro lugares para a largada foram dos mineiros: pela ordem José Alberto Junqueira, Toninho da Matta e Clemente Faria, todos com explêndida atuação. Na verdade, a supremacia foi tão grande que agora muitos receiam que se repita de novo este resultado. O resultado da corrida ficou Junqueira em primeiro, Toninho em segundo e Clemente em terceira. No dia 30 de maio, foi a vez de Brasília receber o Brasileiro de Hot Cars, e a primeira vencido neste ano por Toninho da Matta, seguido de Junqueira e Clemente. Com este resultado, Junqueira dispara na liderança, com 53 pontos, depois de uma vitória e dois segundos lugares, vindo empatados em Segundo Toninho e Clemente com 35 pontos cada. Depois desta etapa o campeonato teve intervalo de um mês por causa da Copa do Mundo. O retorno foi so em 4 de julho em Jacarepaguá. Apesar da pista ser uma das preferidas de Toninho, este não seria o ano que ele e sua equipe esperavam. Na sexta etapa do Campeonato, Toninho venceu e passou a ameaçar Junqueira. A corrida foi em Tarumã, e o pole foi Pegoraro, que corria em casa. Na largada ele saltou na frente seguido de perto por Toninho que, segundo no grid, em segundo ficou, mas também não sofria nenhuma ameaça direta. Em terceiro, Paulo Júdice, e em quarto Junqueira. Nenhuma alteração estava fadada a aparecer, além da quebra de Pegoraro. Toninho assumiu a liderança e venceu a prova, somando um total de 77 pontos, reduzindo sua diferença para o líder do campeoanato, Junqueira, que ficou com 83 pontos. Depois de uma mau início, Toninho voltou a colocar-se próximo. Faltando duas corridas para o enceramento da temporada a ameaça de Toninho a colocação de Junqueira parecia mais concreto.
Muitas
1982 - XIII Mil Milhas
Esta versão das Mil Milhas tiveram duas partes distintas: a primeira com um rítmo forte e que terminou por volta de seis horas da manhã, quando o ultimo dos opalas, que até então liderava a prova com Denísio e Tucano, abandonaram. A segunda parte, os sobreviventes se arrastavam pela pista. Para se ter uma idéia do marasmo das últimas voltas, os pilotos que terminavam o turno preocupavam-se mais com o reduzidíssimo biquini de uma garota que andava pela pista sob o sol e diminuendo-se a quem por ela passava. Toninho que iria correr em um opala de parceria com Jayme Fiqueiredo e Chico Serra, nem chegou a pegar no carro que terminou com o motor estourado.
1983 - Campeão de Hot Cars com um passat da equipe Credireal.
Desde a primeira etapa Toninho da Matta monstrou que de passat ele era o rei. Foi a primeira de uma série de vitórias.
A segunda etapa do Troféu Globo de Hot Cars foi vencida pelo piloto Toninho da Matta, no circuito de Tarumã no Rio Grande do Sul. Toninho liderou 32 das 33 voltas da prova. Largou na pole, foi superado por seu companheiro de equipe Jayme Fiqueiredo, mas já na segunda volta assumiu definitivamente a liderança. Em terceiro lugar ficou José Junqueira, seguido de Renato Hempel e Armando Balbi.
A terceira etapa foi disputada no autódromo de Interlagos, debaixo de muita incerteza sobre o futuro da categoria. Para piorar ainda mais a situação, um grave acidente com Amadeu Rodrigues, pode causar mais uma baixa no número de pilotos. Amadeu conseguiu escapar milagrosamente, pois na capotagem seu cinto arrebentou e ele foi jogado fora do carro, caindo sobre um fiscal de pista. Com o melhor esquema da Hot-Car, que somava a experência de Toninho da Matta e a vontade de Jayme Fiqueiredo a equipe Credireal mais uma vez monstrou sua superioridade e dominou treinos e corrida. O treino foi debaixo de muita chuva e a classificação ficou assim: Jayme Fiqueiredo, A. Negrão e Toninho da Matta. Já a corrida foi com pista seca e muito sol e os quinze carros puderam largar. Negrão largou na frente, mas logo foi ultrapassado por Armando Balbi seguido de Negrão, Chichola, Toninho, Faria, Junqueira e Hempel. Na sétima volta o motor de Balbi quebrou e Toninho tomou a ponta para não largar até a bandeirada final. A corrida terminou com a capotagem de Amadeu e a invasão do público para ver o acidente. Como já havia sido cumpridos mais de dois terço da prova , ela foi dada como concluída valendo a passagem anterior, quando Da Matta ja estava na liderança.
Resultado: Toninho, Micci, Negrão, Junqueira e em quinto Clemente. Toninho continuava líder. Toninho conquistou por antecipação o título de Hot Cars.
A oitava etapa do campeonato foi disputado no autódromo do Rio de Janeiro, no dei 11 de dezembro. O paulista Aristides Dalécio não figurava entre os favoritos. Correu com um fusca e liderou a prova de ponta a ponta. Mas a festa foi mesmo do mineiro Toninho, que com a terceira colocação assegurou o bicampeonato por antecipação. A chuva atrapalhou em muito a corrida, mas foi uma das provas mais movimentadas e emocionante da temporada. As emoções começaram desde a largada, quando Jayme Fiqueiredo saiu de Terceiro lugar e envious seu carro entre os de Toninho e Xandy que estavam na sua frente. Mas a alegria dele não durou nada, na freada para a primeira curva, ele foi ultrapassado por Aristides Dalécio, que saiu da nona posição para conquest a liderança. A pista molhada favorecia os fuscas, que se destacaram no princípio da prova. A corrida so voltou a se estabilizar na décima quinta volta, quando Armando Balbi e Jayme Fiqueiredo, que ocupavam a segunda e terceira colocações , rodaram na saída do retão e os expectadores Xandy Negrão e Toninho da Matta assumiram suas posições. Toninho e Xandy aproveitaram a pista seca e tentaram chegar em Dalésio, mas faltavam apenas quatro voltas e a distância aberta pelo líder lhe permitiu cruzar a linha de chegada sem qualquer ameaça. Toninho, da equipe Credireal, somava 108 pontos e nõ pode ser mais alcançado por nenhum adversário. O Segundo colocado , era seu companheiro de equipe, Alexandre Negrão com 79 pontos.
A última etapa foi também vencido por Toninho da Matta.
1983 - XIII Ranking Auto Esporte, título novamente é de Toninho da Matta.
Toninho recebeu a notícia que tinha sido bicampeão do ranking, enquanto treinava para a “1000 Milhas Brasileiras”, em Interlagos. Enquanto olhava sua Pontiac e os outros seis melhores pilotos da temporada passada. Toninho não dispensou um largo sorriso: “Sensacional”. Aos 40 anos na época, pelo menos 20 nas pistas de corridas, Toninho não tinha muitas novidades, mas nem de longe pensava em parar: “Sou um semiprofissional. O automobilismo é minha paixão, meu hobby e sem ele minha vida fica sem rumo. Correr de automóvel é minha segunda fonte de renda”.
quebras com o carro na liderança, problemas financeiros e discussões internas acabaram levando ao desmembramento da equipe. Espanhol, Chichola e Alemão ficaram com um carro em São Paulo, e Leon, Toninho e Sanchão alugaram um segundo carro a Paulo Mafra, passaram a formar a equipe em Petrópolis. Foi um ano para se esquecer. Uma das maiores decepções da equipe, foi ver pessoas, tidas como amigas, se exaltarem com a quebra de um de seus carros. Toninho gostaria de tirar este ano de sua existência. “Não ganhei nada, minha equipe era muito pobre, nós praticamente tirávamos dinheiro do bolso para correr.” A disilusão foi tanta que ele voltou para o Rio em 1983, com o intuito de trabalhar em outro ramo, e não pensar em correr. O automobilismo brasileiro agradeceu penhoradamente porque esta decisão não durou muito. Em menos de dois meses ele já estava novamente nas pistas, correndo de hot car para uma equipe do Rio de Janeiro de Jayme Fiqueiredo; e pilotando um Fiat no Brasileiro de Marcas.