1970
Ainda com problemas de locomoção por causa das duas fraturas nos tornozelos, saldo do acidente com a Alfa P33, Toninho foi correr. Ele foi adversário de quase 30 karts. Saiu na frente, com um mini 125cc da equipe Da Matta. E assim foi o vencedor da primeira corrida do ano no Lagoa Seca Kart Clube.
Neste ano só deu Toninho nas 125cc.
1971
O campeonato mineiro começou com o lançamento em Minas de um novo modelo da Mini, baseado nos mais modernos karts europeus. Toninho e Glauco Magalhães, da equipe Da Matta (campeã de 1970) pilotaram os dois protótipos. A distancia entre eixos era maior e a posição era mais sentada, dando mais estabilidade ao kart. Mais uma vitória de Toninho, mais um campeonato mineiro.
1972
No dia 23 de outubro, mais uma vitória de Toninho fez dele o campeão por antecipação nas 125cc. Depois de tentarem a formação de várias equipes, que nunca duraram muito tempo (neste intervalo Toninho pilotou entre outras para a Martha Veículos), afinal os Da Matta resolveram fazer uma equipe definitiva, que iria funcionar no mesmo estilo das equipes paulistas; o nome lógico: Da Matta. Para uma cidade que não tinha nem um kartódromo, o que estes rapazes faziam era muito. O kartódromo da Lagoa seca foi destruído para a construção de um shoping. O kart vivia do idealismo e da boa vontade deles. As corridas eram então disputadas no estacionamento do Mineirão. Mais uma vez Toninho da Matta confirmou sua supremacia no kart, venceu todas as provas do campeonato. A última prova deste ano foi em 10 de dezembro.
1973
No dia 6 de maio, Toninho deu outro show na pista do Mineirão. Era a primeira prova do Campeonato Mineiro. Desta vez, Glauco Magalhães, tinha desistido de ser piloto, passou a fazer a função de diretor de prova. Em seguida vieram as provas de Sete Lagoas vencidas por ele diante de quase uma cidade inteira que foi assistir a corrida. Depois foi a vez de Contagem assistir a vitória de Toninho. Mais uma vez o público lotou as ruas centrais da cidade, onde montaram um circuito muito veloz. Toninho continuou imbatível, ganhava todas as provas sempre dando show de técnica e regularidade. Já era um fato comum ele se tornar campeão.
1974
Toninho mudou de cidade, foi para o Rio de Janeiro. Passou a disputar o Carioca e formou a equipe Merci junto com os pilotos: Fernado Azevedo, Luiz Fernando Azevedo e Jorge Freitas. Toninho iniciou o campeonato com recorde e vitória . Era a inauguração do novo traçado do kartódromo Novo Rio. Venceu também o Prêmio Molikote destinado ao piloto mais competitivo.
Saiu no Diário da Tarde de Belo Horizonte: “… os pilotos novatos que irão disputar o campeonato com muitas esperaças pois, não terão pela frente a presença do campeão Toninho da Matta que se transferiu para o Rio de Janeiro.”
Toninho que havia disparado na frente no Campeonato Carioca na classe 125cc, tentava as 100cc, mas, estava sem sorte. Corria com um kart Parilla que deu problemas em todas as provas, mas antes, bateu novo recorde da pista na categoria. Foi Campeão Carioca e vice Campeão Brasileiro...
1975
Inauguração da nova pista do Rio de Janeiro, o Maqui Mundi, Toninho foi o vencedor nas 100cc. Novamente Campeão Carioca 100cc.. Foi neste kartodromo também que foi disputado o Campeonato Brasileiro de Kart de 1975. Aí estavam nomes como Airton Senna, Chico Serra, Ingo Hofman, Walter Travaglini e outros. Toninho foi o Vice Brasileiro. A Merci era uma equipe que não tinha limite para gastos, tanto que os pilotos Toninho da Matta e Jorge Freitas foram representar o Brasil no Mundial de kart em Portugal (Estoril) onde enfrentaram pilotos do gabarito como Patrese, Cheever e outros … Não podemos deixar de citar nomes que foram, junto com os pilotos, responsáveis por tanto sucesso. Sr. Fernado (então presidente da Merci), Rino Genovese (engenheiro da equipe e grande amigo), Orlando, Pedro Ernesto, Lu, Dede e outros que tanto apoiaram o kartismo e os pilotos.
1979 - Inauguração do Kartódromo de Uberlândia
A corrida dos campeões foi a principal prova do programa inaugural do novo e difícil kartódromo de Uberlândia em Minas Gerais. Todos os campeões brasileiros foram convidados, o que se esperava era uma exelente disputa. Lá estavam: Toninho da Matta, Attila Sipos, afonso Giaffone, Amadeu Ferri, Alfredo Guaraná, Walter Travaglini, Chico Serra, Ingo Hoffman, etc. Nas duas baterias da corrida a disputa se limitou a Toninho, Alex e Chico pois Ingo abandonou a prova na segunda volta. Toninho e Chico se tocaram e a vitória caiu no colo de Alex. Apesar de tudo, Toninho foi o terceiro e Chico o quarto.
1980 - abril - Desde a desapropriação do Lagoa Seca Kart Clube para a obra de um Shopping Center, os kartistas mineiros ficaram sem pista, mas eles não deixaram de correr, faziam suas corridas na área externa do Mineirão. Nesta data foi Inaugurado o Rio Verde Kart Clube em Belo Horizonte. Isto se deu devido ao empenho de Paulo Rabi, Weber Triginelli, Edson Almeida Filho, Roberto Ferreira, Roberto Lima, Alexandre Tocafundo, Marcelo Lanna de Castro, Pedro Lima e Carlos Cavalcante. Foram eles os responsáveis pela construção da pista e eram também os dirigentes e administradores, com a supervisão da Federação Mineira de Automobilismo. Com oitenta kartistas na pista e um público de mais de 15 mil pessoas foi inaugurada a pista. Até que enfim Belô tinha outro kartódromo, e mais uma vez Toninho monstrou que era imbatível. Como sempre, não cometeu nenhum erro e com um chassis (ZAP) equilibrado não deu chance a ninguém. Foi uma vitória indiscutível. Venceu as duas baterias de ponta a ponta impondo uma diferença tão grande sobre seus adversários que, segundo a observação debochada de um aficionado presente ao kartódromo, só podia ser medido com um calendário.
Toninho fez várias corridas nesta pista, ganhou todas que participou, no entanto, nesta época ele ja era um piloto de carros.
Este ano foi talvez o último ano que Toninho correu a sério de kart, pois no ano seguinte ele voltou definitivamente para o automobilismo.