1968 - 69
Esta foi uma época de ouro para o kartismo mineiro. Os pilotos passaram a ser bem reconhecidos no circuito nacional. Nas duzentas cilindradas, não tinham concorrentes. Só perderam duas das corridas que participaram, levantando as mais importantes provas interestaduais, e vencendo dois campeonatos brasileiros. Muito dinheiro foi gasto para se fazer uma equipe tão competitiva. Foram utilizados os computadores eletrônicos da Escola de Engenharia da Universidade Federal, Magnafllux e Raio-X, para exame e preparação de seus karts, o que foi feito por uma equipe de engenheiros escolhidos a dedo, Nívio Zivianni e Ivan Campos. Esta equipe foi vencedora enquanto durou.
Mudou o ano e o kartismo também. A equipe Zoom virou Da Matta, e a primeira corrida que eles iriam participar seria a de Piracicaba. Esta era uma das mais importantes extra-campeonato do Brasil. As 100 Milhas de Piracicaba eram realizadas nas ruas de Vila Maria. Registrava sempre o maior número de concorrentes, e por isto, era sempre necessário 3 provas de classificação.
A equipe Da Matta foi de roupa nova, macacões branco com listras nos ombros e pernas. Glauco Magalhães era o novo componente da equipe. Dois karts foram inscritos: um 125cc para Ivan e Glauco e um 200cc (dois motores McCulloch) para Toninho e Ivaldo. Mais uma vez os mineiros não foram felizes em Piracicaba. Toninho e Ivaldo dispararam na frente, mas, a vitória lhes fugiu das mãos. No ano anterior foi um pneu, desta vez foi uma palheta. Eles estavam muito a frente dos segundos colocados, Emerson Fittipaldi e Durval Viscardi que de novo foram os vencedores.
No meio da temporada, novas mudanças. Toninho mudou do azul da Da Matta para o preto e branco do Atlético, mas, sua sorte não mudou. Foi se juntar a Anfrido Ziller e levou junto seu amigo Glauco Magalhães.
Os karts também começaram a mudar. O Tecno apareceu nas Minas Gerais pilotado por Toninho. A posição de pilotagem, tipicamente européia, era muito mais comoda que a do Mini. Os pedais davam mais apoio aos pés, o banco e o assoalho eram de fibra de vidro, o que reduzia o peso. Tinha motor entre eixos e freios a disco. Era o máximo em matéria de kart.
No canpeonato Mineiro de Kart, não houve muitas mudanças. Nas 200cc o campeão foi Toninho da Matta; em segundo Ivaldo da Mata, em terceiro Jarjour. Nas 125 foram campeões: Marcelo Campos, em segundo Rubens Araujo e em terceiro Antonio Elias. Na 100cc 1o primeiro foi Toninho, seguido por Jarjour e Glauco Magalhães.
Todo mundo falava que este levantou o kartismo mineiro, que aquele era o melhor piloto de BH, mas, nunca falavam daquelas moças e rapazes que formavam a equipe “Kronos” de cronometragem que, com sol ou chuva, estavam lá nas pistas para poderem cooperar com o kartismo mineiro e brasileiro. Não poderiam esquecer deles.
Os Atletas do Ano, aqueles que tiveram durante o ano destaque nacional, foram homenageados na promoção dos Melhores do Esporte Especializado, tradicional iniciativa de estímulo ao Atleta. Toninho da Matta foi o homenageado no automobilismo.